Câmara homenageia delegada Madeleine Farias e mais nove mulheres nesta quinta (30)

Notícias
Com o objetivo de homenagear mulheres que vêm se destacando no município, o Legislativo sanjoanense promove nesta quinta-feira (30), às 19h, a entrega do Diploma Mulher Cidadã Narcisa Amália. E neste ano, a homenageada especial será a delegada titular da 145ª DP e coach, Madeleine Farias Rangel Dykeman. "Fico muito honrada quando recebo homenagem de uma instituição porque é retrato de que meu trabalho é visto com a seriedade com que é tratado. Gosto muito de trabalhar em São João da Barra e tenho um comprometimento muito grande pela população daqui", disse.
Na solenidade, que chega à sétima edição, outras nove cidadãs também serão agraciadas – uma por cada vereador.
São elas:
Helen Caldeira Gobeti (vereador Aluizio);
Ellen Bomgosto Pessanha Magginni (Alex);
Zileia Machado do Espírito Santo (Elísio);
Genilça Rangel das Chagas (Eziel);
Isis Maria Alves Maia (Caputi);
Neuzira Gomes Rangel (Franquis);
Gertrudes da Silva Machado (Gersinho);
Elenilça Ribeiro Meireles (Ronaldo) e
Maria da Penha Lopes (Sônia).

O Diploma Mulher Cidadã Narcisa Amália foi instituído pela Casa em 2013 e já homenageou: a prefeita Carla Machado; a professora e educadora, Francy Graça Fernandes; a professora e empresária, Dircélia Raposo Neves; a senhora Perila de Souza Rodrigues; a vereadora Sônia Pereira e a empresária Odinéia Pereira Rangel. "É sempre um orgulho poder reconhecer a importância da mulher na sociedade. E desta vez, escolhemos a doutora Madeleine por ser uma mulher de destaque na área de segurança pública, com três passagens pela delegacia daqui, sempre se destacando por sua competência, além de ser uma pessoa muito querida pela sociedade sanjoanense", disse o presidente da Câmara, Aluizio Siqueira, lembrando que a parte musical ficará por conta do cantor Dom Américo, que fará uma apresentação com piano.

Como tudo começou...
Filha de Marilene Farias e Enos Cordeiro Rangel, Madeleine tem cinco irmãos, nasceu em Campos e tem um carinho especial por São João da Barra onde sempre passou verão. Na adolescência, morou por algum tempo no município, pois seu pai tinha propriedade rural em Degredo. Ela é casada com o policial civil, Cristiano Souza Dykeman, que conheceu quando trabalharam juntos na delegacia sanjoanense. O casal tem uma filha, Luiza, de um ano e cinco meses.

Madeleine formou-se em Direito, pela Estácio de Sá, em 2004, mas ser delegada não era um sonho de infância. Ela lembra que durante a faculdade gostou muito de direito penal e, ao fazer estágio no Ministério Público Federal, começou a conviver com procuradores e a gostar de investigação. Daí, foi estudar para concursos e obteve aprovação no primeiro que fez para delegada, aos 26 anos de idade. Atuou na capital durante três anos, em cinco delegacias da zona Norte. "Entrei muita nova e com uma fragilidade aparente; tive que abraçar um mundo muito severo. E depois que entrei para a profissão, vi que eu realmente tinha muita afinidade, pois gosto muito de investigação”, diz.

Em 11 anos de profissão, Madeleine coleciona passagens por Campos (como delegada adjunta na 134ª e 146ª DP), Italva (onde assumiu sua primeira titularidade), São João da Barra (por três vezes) e Quissamã. O caso que mais a marcou foi o assassinato do radialista sanjoanense Renato Machado, em 2013. Para se ter ideia, a fatura de seu cartão de crédito veio zerada por dois meses. “Foi onde mais trabalhei, mais aprendi e onde tive mais risco de vida”, recorda.

Nas horas de folga, ela gosta de ler e, há algum tempo, tem se dedicado aos livros sobre desenvolvimento pessoal. Apaixonada pelo assunto, atualmente desenvolve uma profissão paralela: a de coach de carreira e vem marcando seu nome como palestrante em importantes eventos. 

Quem foi Narcisa Amália...
A poetisa sanjoanense Narcisa Amália nasceu em 1852, filha de Joaquim Jácome Campos Filho e Narcisa Ignacia Campos. Onze anos depois, a família foi morar em Resende. Narcisa casou com o artista mambembe João Batista da Silveira e, depois, com o padeiro Francisco da Rocha. Em 1870, publicou sua primeira poesia no jornal sanjoanense O Paraybano. Seu primeiro livro de poesia, “Nebulosas” (1872), foi um sucesso. Segundo o historiador João Oscar, D. Pedro II fez questão de conhecê-la, visitando-a sem avisar (encontrou-a na padaria, com roupa comum e disse que estava ali para lhe provar do pão do espírito). Foi a primeira jornalista profissional do país. Lançou “Nelumbia”, “O Romance da Mulher que Amou”, “A Mulher do Século XIX”. Trabalhou em favor da mulher e das causas abolicionistas e republicanas. Faleceu em 1924.